No dia 5 de maio, aconteceu a “Vivência da família” na Escola Moara com a participação de pais, alunos e professores da Educação Infantil.
O encontro começou com uma roda sobre os índios, tema da época que está sendo vivenciada no Jardim. Depois todos dividiram o delicioso café da manhã com comidas típicas das regiões onde nasceram os pais ou as crianças. Na farta mesa tinha bolo de rolo, pinhão, cuscuz, pão de queijo, muitas frutas e sucos.
Em seguida, foi realizada uma brincadeira surpresa entre as crianças e os familiares e, no final, as mãos das crianças ficaram impressas no muro interno do parquinho da Educação Infantil.
As crianças foram levadas então para uma sala do Jardim e os familiares tiveram a oportunidade de compartilhar histórias ou músicas que fizeram parte de suas vidas.
A manhã terminou com uma roda rítmica cantando “Escravos de Jó”.
Esta vivência na Escola Moara é um momento de reflexão sobre a importância da família para as crianças e a sua influência na educação. O relacionamento humano é a base da existência e por isso é dada muita importância às relações sociais no processo formativo do indivíduo. Não somente hereditariedade e meio ambiente influenciam no desenvolvimento do ser humano.
Como notaram Wolfgang Goebel e Michaela Glöcker, médicos antroposóficos alemães, a hereditariedade e o meio ambiente permitem compreender para quê existe um parentesco. A tarefa da educação e da estruturação consciente do meio ambiente consiste em conduzir corretamente esse processo de apoderar-se da corporalidade, protegendo-o de excessos ou faltas, antecipação ou retardo. Mas a educação deveria também impedir que se desenvolva somente o que a criança traz como predisposição.
Tanto a possibilidade ilimitada de aprender quanto o risco de estagnação estão igualmente enraizados na essência do ser humano. Por isso temos a habilidade de transformar nosso destino. A criança precisa de influências do meio social que a estimulem e contribuam para o seu desenvolvimento, condições desfavoráveis podem tolher sua vontade e comprometer sua meta de vida.
A possibilidade de transformação é que faz o homem se sentir livre. Mas não deveríamos imaginar a liberdade sem fragilidade e insegurança, sem possibilidades de escolhas e de enganos. Portanto, a grande tarefa da educação e da auto-educação seria incentivar a liberdade, e não abusar dela.
Esse momento de encontro em que a essência da família é vivenciada propicia essa reflexão sobre o papel de cada adulto na formação das crianças.
Segue o link para mais fotos da vivência, realizadas por Fernando Tatagiba:
http://www.flickr.com/photos/fernandotatagiba/sets/72157629743333161/