Oficina de cookies animou o sábado letivo na Moara

Reunimos uma turminha super animada, na escola, no último sábado letivo (14 de maio).
As crianças puseram as mãos na massa e junto aos seus pais produziram deliciosas fornadas de cookies de aveia. Além disso, houve ciranda, música e  hora do conto, apresentada pela professora Simone. 
Confiram logo abaixo a alegria e o clima descontraído da garotada.

 

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Comunicação na Moara – um encontro entre as instâncias

Tivemos um encontro entre as instâncias (Colegiado de Professores, Conselho de Pais e Diretoria da Associação) no sábado, dia 19 de março, que surgiu como uma oferta de trabalho voluntário de Gentil Lucena e Margarita Morales (Alejandro – 2º ano e Salomé – 5º ano). Especialistas em Gestão Ontológica e Tecnologias Conversacionais, Gentil e Margarita presentearam com clareza e carinho a quem compareceu.

Abaixo repassamos o depoimento de Juliana Sato, do Conselho de Pais, e também um resumo do que foi exposto, escrito pelo próprio Gentil.

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Neste último sábado, como membro do Conselho de Pais, participei de um encontro na escola para o qual as três instâncias foram convidadas (Colegiado de Professores, Diretoria e Conselho de Pais). O tema era Comunicação, um assunto muito oportuno para ser discutido. A princípio eu fui meio na dúvida, não tínhamos muitas informações sobre o que iríamos trabalhar e com quem. Mas à medida que o professor Gentil e nossa querida Margarita iam avançando com a sua metodologia, cujos estudos incluem Planejamento e Gestão Organizacional e Gestão do Conhecimento, todos os presentes foram se desarmando e se entregando para uma experiência única. Acredito que foi muito enriquecedor e gratificante para cada um de nós, e para a Escola Moara como um todo. Agradeço a todos os presentes e principalmente ao casal por esta oportunidade.”

Juliana Sato

Conselho de Pais

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ESCOLA  MOARA:

Uma reflexão sobre sua gestão à luz de sua maturidade conversacional

por Gentil Lucena e Margarita Morales

1. Introdução

Ontem participamos de um evento muito interessante na escola dos nossos filhos, a Escola Moara. Aparentemente tratava-se de mais uma reunião escolar, só que, desta vez, parecia haver “um chamado” à sua comunidade – pais, professores e gestores (as crianças não foram chamadas, nem era o caso) – para conversar sobre a evolução e o desenvolvimento da Escola. Essa pauta, acreditava-se, de uma forma ou de outra, se relacionava e dependia do comprometimento de todos que constituíam a comunidade escolar, em particular dos gestores, professores e pais da escola.

Na verdade, dado que, com exceção deste narrador, todos os participantes da reunião eram mulheres, melhor seria dizer que foi uma reunião de mães, professoras e gestoras da escola, detalhe que, me pareceu, terminou por “dar um tom” tipicamente feminino à nutritiva conversa que ali se desenrolou: muita emoção, paixão, envolvimento, senso crítico e, mais que tudo, um olhar cuidadoso, cheio de curiosidade e carinho com a pauta a que se haviam proposto. Eu, nesse grupo, além de ser o único homem presente, me sentia particularmente comprometido com a reunião por ter, de alguma forma, desencadeado sua realização. Assim foi que, apesar do cansaço típico de todos nós em finais de semana, lá estávamos encarando mais um sábado de reunião.

2. A reunião em si

A reunião propriamente dita teve início com a colocação de três perguntas-orientadoras:

1ª pergunta: Qual a TAREFA  maior da Moara? A que veio a Escola?

(Perguntas subsidiárias: a Escola tem conseguido realizar seus objetivos? Considerando que esses objetivos são diferenciados (face ao status quo predominante no sistema educacional em que está inserida), os resultados alcançados ao longo de seus 11 anos de vida coincidem com esses objetivos? A Escola dispõe de indicadores claros que permitam constatar isso? Esses indicadores têm sido acompanhados? Esses indicadores estão bem dimensionados? A Comunidade Moara tem consciência de que tarefas e resultados exigem ação e que a realização da TAREFA da Moara exige a ação coordenada de todos,…? que essa ação é não trivial, que exige distinções que, hoje, talvez não estejam ao alcance de sua ainda jovem Comunidade?)

2ª pergunta: E como andam as RELAÇÕES  da Moara?

Seja em âmbito interno (por exemplo, entre pais/mães com os gestores/as e professores/as da Escola); seja em âmbito externo (por exemplo, com seus provedores, seus vizinhos, com o MEC e o Sistema educacional como um todo do qual faz parte)?

(Perguntas subsidiárias: Pode-se dizer que essas relações são boas, saudáveis, satisfatórias? As ações que delas se desencadeiam são bem coordenadas, harmoniosas e geram bons resultados? Ou causam muito estresse, resultados inexpressivos e custosos?…)

3ª pergunta: E a DIGNIDADE da Moara (ou sua SAÚDE de maneira geral)?

como anda, face às suas Relações e sua Tarefa?

(Perguntas subsidiárias: Como se sente a Moara? Ou, se preferirem: como se sentem as pessoas que se juntaram para fazer acontecer a Moara no desempenho de seus respectivos papéis? Ou, como é o “clima organizacional” existente? Como você, pai/mãe, professor/a, gestor/a, particularmente, se sente com relação à maneira como a MOARA hoje funciona?

Questionadas sobre qual desses aspectos mais se ressaltava em sua apreciação atual sobre a Moara, as pessoas, uma a uma, se posicionaram revelando suas percepções. Foi interessante observar que, em que pese o fato da pergunta insinuar a escolha por um dos três aspectos colocados, que à medida que a conversa se desenrolava, aos poucos ia ficando mais e mais clara a percepção coletiva da interseção ou co-influência mútua dos 3 aspectos entre si. Ou seja, que não dava para dissociar a realização da TAREFA da qualidade (ie., desde onde, forma, conteúdo) das RELAÇÕES entre as pessoas envolvidas nessa realização e, também, de como esses relacionamentos impactavam a DIGNIDADE (ou SAÚDE geral) dessas mesmas pessoas e da própria MOARA, como um todo!! Esse, eu diria, foi o primeiro resultado interessante da reunião.

À luz desse resultado, foi dada continuidade à reflexão, trazendo-se a ideia de que esse tripé sinalizador da dinâmica de funcionamento da Moara – TAREFA/RELAÇÕES/DIGNIDADE –, se considerado à luz da qualidade das conversações que o pautavam, na realização e conseqüências de todos e de cada um de seus aspectos considerados, parecia razoável inferir certa imaturidade conversacional do grupo (e, possivelmente da Comunidade como um todo por ele representado) que ali se dispunha a fazer uma primeira reflexão sobre como tem sido a jornada da MOARA nesses seus 11 anos de existência. Afinal, onde estamos? De onde viemos? Como surgimos? Quem nos trouxe até aqui? Para onde vamos? Onde queremos chegar? A quem ou ao que estamos servindo? Temos motivo para celebrar? Nossos filhos estão satisfeitos? Sentimos que estamos cumprindo nossa missão, individual e institucional, de educá-los para a Vida? …

ALGUMAS RESPOSTAS  COLHIDAS

“Qual é a nossa tarefa?

Nossa tarefa é imensa e ela foi esquecida

Só consigo ver a tarefa claramente diante das crianças

As crianças querem um adulto e nós nos distraímos

Quando vejo o outro, vejo sua distração e não vejo as minhas

A organização – as leis que nos organizam

Nosso compromisso é preparar um saboroso e nutritivo jantar… e nossa promessa é que as crianças aprenderão a fazê-lo, começando, preparando, desfrutando e deixando tudo limpo para recomeçar.

Nós estamos aprendendo a preparar o jantar!”

E, considerando que tudo que temos feito, nesse âmbito da Escola, tem sido feito à base de conversações – conversas de todo tipo, com os mais variados propósitos, nas mais variadas instâncias e, inclusive, umas com as outras e, até mesmo, nossas conversas privadas, cada um consigo mesmo… – estaria aí, em nossas conversações, um indicativo de onde poderíamos atuar no sentido de tornarmos mais profícua nossa TAREFA, mais harmoniosas nossas inter-RELAÇÕES e mais íntegra a nossa DIGNIDADE? O que lhes parece? Como reverbera em seu íntimo essas reflexões?

Isso posto, foi trazida a reflexão de se não seria essa potencial nova forma de atuarcon-versando com mais consciência – o que preconizam as diretrizes antroposóficas da Escola?, isto é, trazendo com nossas conversas ações conscientemente acompanhadas pelos nossos “pensares, sentires e quereres”? Não foi por isso que nos juntamos em comunidade, para prover uma melhor educação para nossos filhos e, mais adiante, para os filhos dos filhos de nossos filhos e, mais ainda, de todos os que vêm depois de nós? Então, vamos con-versar sobre isso?

3. A MOARA: Uma rede conversacional

Nessas alturas da reunião, parecia estar absolutamente instalada a noção de que a MOARA poderia definitivamente ser interpretada como uma REDE CONVERSACIONAL DE PESSOAS  E RELACIONAMENTOS, dentro de um Sistema (e.g., o Sistema educacional brasileiro), cuja pauta era, essencialmente, uma forma particular pautada numa pedagogia também particular – a Pedagogia Waldorf – de educar e de evoluir na Vida! A Figura 1 ilustra essa imagem.

Figura 1 - A Moara como um rede de pessoas e relacionamentos

Com isso, as perguntas-orientadoras anteriormente colocadas, agora poderiam ser condensadas e reescritas: Como então CONVERSAR para promover e fazer acontecer essa forma de ser, estar e fazer no mundo em prol de uma educação mais saudável para nossos filhos e para a Comunidade de um modo geral? Do que precisaríamos CUIDAR (GESTionar) para que isso aconteça, de forma efetiva e sustentável?

Foi então apresentada uma “ontologia” a partir da qual esse CUIDADO (ou GESTÃO) poderia ser realizado. A esse CUIDAR, ou GESTÃO, chamamos de “Cuidar Ontológico”, ou “Gestão Ontológica” (HIDALGO, 2009), assim designado propositadamente para diferenciar de uma mera questão de “gerenciamento” de um modo de fazer as coisas. Ver esquema mostrado na Figura 2.

Intencionalmente, busca-se diferenciar a noção de “gestão” da noção de “gerência”; enquanto esta última remete ao “fazer” típico baseado na visão tradicional da Administração, de indicadores econômicos, etc., a primeira busca preservar a idéia de gestação de um futuro que está por vir e para o qual, temos consciência, nos assumimos como co-responsáveis pelo seu acontecimento. Ou noutros termos, não vamos simplesmente gerir o presente à luz do que nos acorreu no passado para gerar um futuro; vamos, principalmente, cuidar, gestionar, para que esse futuro tenha a nossa cara, aquilo que queremos que aconteça, ainda que co-condicionado por injunções ambientais, mas em alguma medida conscientemente acompanhado de nossos pensamentos e sentimentos incorporados em nossas ações. Nos parece que essa forma de ser e fazer no mundo, além de ontológica por definição, vai muito ao encontro da visão antroposófica da gestão organizacional segundo Moggy e Burkhard (2000).

Figura 2 - Gestão Ontológica


Domínios em que é preciso atuar para garantir uma gestão efetiva (HIDALGO, 2009)

A seguir, sempre buscando-se espelhar em situações vividas no contexto da MOARA pelas pessoas presentes,  foi apresentado um marco conceitual para cada um dos domínios em que se precisaria atuar para imprimir uma gestão efetiva à MOARA tomando por base a rede conversacional que a constitui. O esquema abaixo, sobre os domínios, resume esse marco conceitual.

O domínio da (Realidade)

.O que - do que se trata

Nós, seres humanos, não temos acesso à Realidade última. Somos seres interpretativos. O mundo que vemos é apenas isso: o mundo que vemos! Não há nada que nos permita concluir que o que percebemos é melhor ou pior do que o outro percebe. Implicações éticas no fazer: da intolerância à tolerância ao respeito pela diferença do outro. Por isso a (Realidade) “entre parênteses”.

.Como

…Ferramenta conversacional requerida

As ferramentas são as AFIRMAÇÕES:

> são o que, na linguagem, remete ao mundo dos fenômenos ou dos fatos;

> são feitas tendo por base um espaço de distinções já estabelecido;

> por meio das afirmações, a palavra segue o mundo;

> podem ser: verdadeiras, ou falsas (ou indecidíveis);

> compromisso social implicado: sua veracidade, apresentar testemunho ou qualquer evidência social que se aceite como evidência.

…Competência conversacional

Ser capaz de fazer afirmações verdadeiras,comprováveis e relevantes.

O domínio das Possibilidades

O que - do que se trata

É o que nos permite ser efetivos (ou não) nas escolhas (ie, nas ações) que fazemos quando estamos gestionando. É o que concretamente nos remete ao futuro ou campo das  possibilidades que se nos apresenta. Linguagem é ação! Linguagem gera mundos!

Como

…Ferramenta conversacional requerida

As ferramentas são as DECLARAÇÕES:

> são o que nos permite faze escolhas, tomar decisões;

> o mundo segue a palavra;

> geram novas realidades, “novos mundos”;

> estão relacionadas com o Poder, seja este instituído pela autoridade legítima ou pela força (no caso de uma gestão ontológica,claro, não nos interessa o poder pela força);

> podem ser válidas ou inválidas, em conformidade com a autoridade do declarante.

> compromisso social implicado: comportamentos consistentes e autoridade condizente com declarações proferidas.

…Competência conversacional

Ser capaz de fazer declarações válidas, emitir juízos fundamentados e atuar de acordo com eles.

O domínio das Ações e Resultados

O que - do que se trata

É nesse domínio que surge a ação como aquilo que vai transformar o que existe hoje, para que o que pode ser… seja. É por meio da ação que o resultado aparece. Não há resultados sem ação. É aqui  que aparecem os atos de coordenação, porque o que se vislumbra no que se sonha para a MOARA não é algo que se possa fazer sozinho. Construir uma escola Waldorf madura, efetiva e sustentável ao longo de sua existência é uma tarefa de envergadura e, isso, só acontecerá com ações bem definidas, desenhadas e implementadas. Portanto, a pergunta é: como podemos ser efetivos em nossas ações e gerar os resultados que queremos? Que compromissos precisamos assumir?

Como

…Ferramenta conversacional requerida

As ferramentas são: os PEDIDOS, as OFERTAS  e as PROMESSAS.

> estas são as ferramentas pelas quais podemos concretizar o que foi desenhado;

> estas são as ferramentas pelas quais podemos não só estabelecer nossos compromissos mas, principalmente, honrá-los;

> o ciclo de coordenação de ações

…Competência conversacional

Ser capaz de compreender e implementar o ciclo de coordenação de ações;

> saber criar contexto;

> saber negociar;

> cumprir (e fazer cumprir) as ações prometidas;

> saber avaliar;

> saber reclamar;

> saber declarar;

> saber gerar confiança e identidade.

O domínio das Relações

O que - do que se trata

É nesse espaço que nos damos conta de que não estamos sozinho, que estamos interatuando com outros seres humanos, outros observadores tão legítimos em sua forma de ser como nós. É aqui onde deve despontar a ética do relacionamento baseada no respeito pelo diferença vigente na organização. É nesse espaço que nos damos conta de que nos constituímos uns nos outros; o espaço onde deve aparecer o “espírito Ubuntu”:“ubuntu, ngmuntu, nagamuntu”(em zulu) ou “uma pessoa só é uma pessoa por causa de outras pessoas”.

Como

…Ferramenta conversacional requerida

As ferramentas são:

> Os QUIEBRES  e as CONVERSAÇÕES;

> o desenho de conversações;

> a coerência entre Linguagem, Corpo e Emoção.

…Competência conversacional

> saber distinguir e lidar com quiebres (percebê-los, preveni-los, antecipá-los);

> saber reclamar;

> saber cuidar;

> saber desenhar conversações.

O domínio da Aprendizagem

O que - do que se trata

Tem a ver com desenvolver capacidade de ação. É possível porque temos a capacidade de fazer juízos e declarar que não sabemos (“não sei!”)

Como

…Ferramenta conversacional requerida

A ferramenta são os JUÍZOS.

…Competência conversacional

Saber dar e receber juízos com amor e respeito.

Observações:

  1. A apresentação e conversa sobre o domínio das RELAÇÕES foi desenvolvida pela Margarita Morales.
  2. Não chegamos a apresentar as distinções relacionadas ao domínio da Aprendizagem; o tempo não foi suficiente.

4. Colheita final

A reunião terminou com a apresentação de uma COLHEITA feita pela Margarita seguida por uma “palavra final” de cada participante. A seguir, reproduz-se a colheita feita.

COLHEITA

“Você me vê?

Eu quero ajudar! Imagina todos querendo ajudar!

Quando há quebras, buscamos uma cabeça,

faltam ações, faltam princípios.

Uma maneira de agir é não agir. Aqui, nossa maneira de agir é ‘não agir’, e não há cabeça porque assim escolhemos.

A ação coordenada é uma aprendizagem da qual precisamos. Buscar uma cabeça é uma escolha.

A consciência coletiva é o compromisso.

O compromisso é o que ilumina a ação.

Estamos resignados com ter uma Moara em cada pessoa. Somos peças de um mosaico

e não sabemos o que estamos construindo.

Está difuso o compromisso.

Aqui, tomamos a iniciativa quando não há ajuda.

Há uma rede de ajuda e tendemos a

esperar a que outros vejam e nos ajudem.

Às vezes, é possível fazer sozinho e, às vezes, não.

Vamos apagando incêndios…

não temos uma preparação para olhar fora dos incêndios.

O que fazemos com os instrumentos que já temos? São bons? Por que não estão nas nossas mesas de trabalho?

O nosso compromisso é nossa prática pedagógica.

Todos somos educadores e se espera de nós

a ‘adultez’ no nosso comportamento.

Improvisar em cima da organização é improvisar. Improvisar em cima da não organização é o caos.

Como vamos construir nossa confiança cultivada?

Temos o papel de reconstruir. E agora?

Perdoar é honrar mais celebrar.

Como podemos viabilizar essa autonomia se vivemos em estruturas hierarquizadas? Como fazer quando esperamos

que alguém nos diga o que ou como fazer?

’Olhar e falar sobre o desenvolvimento da criança

clareia tudo.’ (Rudolf Steiner).

Preciso de perdão.”

Palavras de encerramento

Agradecida.

Esclarecimento.

Estar de coração aberto.

Serenidade.

Me dou conta da nossa realidade.

A Moara é uma menina.

Me liberta ter responsabilidades.

Estou de mãos abertas para construir com outros.

Nomear as coisas é bom.

Faremos de novo? Daremos um segundo passo?

Foi um momento de alimento.

Uma clareza brilhante.

Nutridor.

Aceitação do momento.

Sou vista, estou aqui.

REFERÊNCIAS

HIDALGO, Ivonne. Gestión Ontlógica. Caracas: Mil Palabras Servícios Editoriales, 2009, 1a. Edição.

LUCENA FILHO, Gentil; MORALES, Margarita. Que tipo de profissionais estamos formando: Relato de uma experiência. XIV CIESC. Arequipa, Peru, 2004.

MOGGY, Jair; BURKHARD, Daniel. O Espírito TransformadorA essência das mudanças organizacionais no século XX!. São Paulo: Ed. Antroposófica, 2005, 5a. Edição.

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Abraço de graça

Também aconteceu na Moara!

Algumas alunas do Sexto Ano 2011 da Escola Moara fizeram uma campanha de sucesso no dia 3 de março: abraço de graça na hora do recreio. Houve até fila!

Veja aqui algumas fotos.

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Enquete: Atividades extracurriculares na Moara

Em toda a existência da Moara ouvimos da comunidade sobre o desejo de atividades artísticas/recreativas para crianças no período da tarde, na escola.

Isto agora será uma realidade!

E não só para crianças: para adultos também!

Neste novo momento de nossas vidas, o Colegiado de Professores (em conjunto com a Diretoria e Conselho de Pais) está organizando atividades artísticas que serão oferecidas a crianças e adultos de nossa escola e ao público em geral.

Veja abaixo as opções e escreva-nos (na caixa “Deixe uma resposta”) as atividades das quais sua família gostaria de participar.

Atividades para crianças

  • Aulas de violino
  • Circo
  • Capoeira
  • Teatro
  • Acompanhamento de tarefas de casa
  • Almoço na escola

Atividades para adultos:

  • Aquarela
  • Trabalhos Manuais
  • Curso para babás

Contamos com a sua opinião para organizarmos as atividades!

Obrigada!

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Convite para Comemoração dos 150 anos de Rudolf Steiner – evento cultural em Brasília

A Associação Antroposófica Moara convida a todos para a comemoração dos 150 anos do nascimento de Rudolf Steiner.

Dia: 28.02.2011

Local: Escola Moara – SHCGN 703 – Área Especial – Asa Norte – Brasília

Horário: 19h30 – 21h30

Palestrante: Dr. Paulo Tavares

Tema: Rudolf Steiner – Vida e Obra

Com apresentações de Flauta, Poesia, Euritmia e Kântele

Contribuições para aquisição de novo piano para a Escola Moara são benvindas.

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150 anos de Rudolf Steiner

Os 150 anos de nascimento de Rudolf Steiner – o pensador austríaco considerado o pai da Antroposofia – serão comemorados em Brasília com a realização de um evento cultural aberto ao público: o convite para palestra, música, poesia e Euritmia é aberto ao público.

Nascido em 27 de fevereiro de 1861, Rudolf Steiner organizou um corpo de idéias e práticas conhecido como Antroposofia. Considerada hermética por uns e vanguardista por outros, a visão do homem e do mundo proposta por Steiner continua conquistando praticantes em todo o mundo, inclusive Brasília, que sedia a Escola Waldorf Moara e cursos de formação em pedagogia e medicina.

A Beleza Adormecida

A Antroposofia, como um movimento de estudiosos, nasce em solo germânico e alimenta-se do Romantismo do final do século XIX. Embora embasada em Goethe e em todo existencialismo fenomenológico da Alemanha do tempo de Steiner, tem um inegável viés metafísico.

A Antroposofia contempla o ser humano como um ser dotado de dimensões outras além das perceptíveis pelos sentidos ordinários. É uma tentativa holística de voltar a ter a natureza humana contemplada por três dinâmicas, pois o reducionismo que se seguiu ao concílio de Constantinopla (860), onde o Espírito foi abolido, criou uma dualidade impossível de conviver por seu caráter oposto. Sendo assim, ao invés do inegociável duo corpo-e-alma da Igreja Católica, Steiner nos traz de volta o parâmetro grego, com o espírito, a alma como intermediária e o corpo como continente dos dois.

No entanto, este corpo não é apenas o depósito desta alma e deste espírito. Ele é a sua imagem e semelhança. Formado pelo e para o espírito, ele apresenta a individualidade em seus mínimos detalhes. Falamos de imanência, de um espírito que constrói e mantém seu corpo enquanto lhe interessa e substituindo-o quando assim for necessário.

Embora pareça um movimento esotérico, a Antroposofia se dedica à ciência. Na medida em que põe sua prática no mundo e testa suas proposições na educação, na medicina, na farmácia, na organização social e em outras áreas, ela confronta sua tese com o mundo e elabora respostas que levam em conta o tempo, o espaço e o contexto dos seus usuários. É, portanto, viva e não um corpo de conhecimento baseado na morte e no pré-determinado. Seu caráter prático não a deixa dissociada da ciência atual e leva os seus estudiosos a possuir uma formação sólida para ousar uma complementaridade de métodos nas áreas onde atuam com este impulso.

Seu crescimento como movimento é lento, pois não passa apenas pela fé e muito menos pelo dogma. Requer um estudo árduo e penoso, além de uma modificação interior de acordo com as novas realidades que se revelam no caminho do estudante. Por não trabalhar com o uso de recompensa e castigo, torna-se desinteressante para os que buscam mudanças rápidas e superficiais.

Tem como base a liberdade do homem e sua busca pelo verdadeiro amor. Prescinde de clero, organizações e sociedades, podendo cada um estudá-la e compreendê-la à sua maneira. As organizações existentes apenas cumprem o papel de divulgar, cuidar do acervo e ajudar a quem quer progredir nos estudos por meio de cursos, publicações e locais de encontro. Não é propriedade de ninguém e conta com milhares de admiradores e seguidores espalhados pelos cinco continentes.

Contestada por alguns cleros como uma heresia, ignorada pelos acadêmicos como uma fantasia e relevada pelo vulgo como uma coisa “difícil” e inatingível, a Antroposofia perdura por mais de um século no coração de pessoas que preferem exercer a liberdade no pensar a seu modo, a fraternidade no sentir o outro como a imagem do Cristo e a igualdade no querer para os demais o que lhes é benéfico.

Paulo Tavares – Médico

Antroposofia em Brasília

Em Brasília, a Antroposofia é mais conhecida por meio da Escola Moara e pelos cursos de formação em Pedagogia Waldorf e Medicina Antroposófica. Além de pedagogos e médicos, profissionais de várias áreas se valem da Ciência Espiritual de Steiner em seu trabalho: farmacêuticos, pedagogos sociais, arquitetos e agrônomos que servem pessoas que se identificam com a visão antroposófica e buscam praticá-la em seu dia-a-dia.

A Sociedade Brasileira de Medicina Antroposófica (SBMA), sob a liderança do médico Paulo Tavares, oferece cursos de formação aos profissionais da área de saúde, de quatro anos de duração, complementar à formação acadêmica tradicional. Outra expressão da medicina de Steiner conhecida de muitos são os compostos homeopáticos e óleos essenciais oferecidos pela Farmácia Weleda, da 302 Sul.

A Pedagogia Waldorf, inspirada nas propostas educacionais de Steiner, mantém curso de formação complementar (igualmente de 4 anos de duração) em Brasília. Vários dos professores formados atuam na Escola Moara, que celebrou seus 11 anos de funcionamento neste 7 de fevereiro em novo endereço: seus 200 alunos de Educação Infantil e Ensino Fundamental acabam de se mudar do Lago Norte para a Asa Norte (SHCGN 703 – Área Especial).

O prédio escolar foi reformado sob a batuta do arquiteto antroposófico holandês Ewoud van Schaijk. Arquiteto e professor universitário, Ewoud introduziu formas mais orgânicas à edificação, como propõe a Arquitetura Antroposófica, enquanto pais e professores trabalharam em mutirão para substituir parte do cimento por jardins, de modo a propiciar às crianças maior contato com a natureza – relação esta considerada fundamental para o desenvolvimento sadio do ser humano.

Steiner também propôs um conjunto de princípios orientadores para uma vida social harmoniosa, conhecidos hoje como Pedagogia Social. O consultor Júlio Almeida, da Holon Soluções Integrativas, se vale de metodologias da Pedagogia Social nos seus trabalhos com empresas e grupos.

Para saber mais:

www.rudolfsteiner150.com.br – site comemorativo aos 150 anos de Rudolf Steiner

www.sab.org.br – site da Sociedade Antroposófica no Brasil

www.fewb.org.br – site da Federação de Escolas Waldorf no Brasil

www.abmanacional.com.br – Associação Brasileira de Medicina Antroposófica

revistaescolamoara.wordpress.com.br – blog da Escola Moara

 

Comemoração pelos 150 anos de Rudolf Steiner

Data: 28.02.2011

Local: Escola Moara – SHCGN 703 – Área Especial

Horário: 19:30 às 21:30 h

Tema da palestra: Rudolf Steiner – Vida e Obra

Informações: Escola Moara: 3368-7224

Contato com a imprensa: Anja Kamp: 9658-1589

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Temos vagas!

 

“Havia um tempo em que …a educação era vista como um processode cura, que trazia saúde,especialmente para a criança,simultaneamente ao seu amadurecimento,para que ela se tornasse um verdadeiro ser humano em plenitude.”
Rudolf Steiner

 

Somos uma comunidade de pais e professores organizados numa associação sem fins lucrativos, mantenedora da Escola Moara.

O ensino na Moara é pautado na Pedagogia Waldorf, de Rudolf Steiner, e se propõe a oferecer um ambiente onde as crianças possam se desenvolver nos seus aspectos físico, anímico, espiritual e cognitivo.

A arte tem um papel fundamental no processo educacional Waldorf.

Além do currículo convencional são oferecidas às nossas crianças aulas de Música, Trabalhos Manuais e Euritmia.

Pintura em aquarela e desenho fazem parte do nosso dia-a-dia e trazem um colorido todo especial para as salas de aula.

A Natureza é vivenciada de forma amorosa e integradora, e desta relação nascem a gratidão e o respeito pelo mundo que nos cerca.

A Escola Moara funciona em Brasília desde 2000 e atende crianças de 2 a 12 anos.

A partir de fevereiro nossos 200 alunos passarão a frequentar a nova sede da Moara, na 703 Norte, onde podemos continuar a crescer e acolher as famílias que nos procuram.

Ainda temos algumas vagas em turmas de Jardim (manhã e tarde), 2º, 4º, 5º e 6º ano.

Venha nos visitar!

Informações pelos telefones (61) 3368-7224 e (61) 8427-3497.

 

SHCGN 703 – Área Especial – Asa Norte

www.fewb.org.br

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